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Lewandowski, sobre relatório do PL: ‘Teria de anular toda a eleição’
23/11/2022 23:24 em Política Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira, 23, durante sessão plenária da Corte, que a comprovação de irregularidades nas urnas eletrônicas provocaria a anulação das eleições deste ano. Na terça-feira 22, o Partido Liberal (PL) divulgou um relatório que mostrava problemas em cinco modelos de urnas.

“Se houve um alegado defeito colocando em xeque a votação no segundo turno, evidentemente esse defeito existiu no primeiro turno”, declarou o magistrado. “Teria de anular toda a eleição de senadores, deputados e governadores.”

Lewandowski disse que concorda com a decisão do presidente do TSE, Alexandre de Moraes, de mandar o PL adicionar no relatório as urnas usadas no primeiro turno. “Moraes deu 24 horas para emendarem a inicial”, observou. “Se o defeito está nas urnas, elas foram usadas tanto no primeiro quanto no segundo turno. Vamos aguardar. Claro que concordo com o Moraes, lógico.”

Na terça-feira, 22, o partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao TSE que invalidasse os votos de cinco modelos de urnas eletrônicas: 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015. Segundo a legenda, foram encontradas irregularidades nos logs dos equipamentos. Desse modo, somente as urnas do modelo 2020 seriam confiáveis, segundo o PL.

Depois da manifestação da sigla, Moraes disse que o PL não poderia interpelar somente os votos registrados no segundo turno, visto que os mesmos equipamentos foram usados no primeiro turno da votação.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 23, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que o objetivo do partido não é anular as eleições e pedir um novo pleito. “Não tem sentido, é um negócio que envolve milhares de pessoas”, explicou. “Além de atingir a vida dos senadores e governadores. Nunca tivemos essa intenção. Não estamos discutindo a eleição, estamos discutindo a história do Brasil. Como vamos viver com o fantasma da eleição de 2022?”

Segundo o PL, os verdadeiros votos de Bolsonaro deveriam ter sido 51,05%. Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente eleito, deveria ter apenas 48,95%.

Fonte: revistaoeste.com

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