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Censura nas redes: Sleeping Giants ataca novamente
13/11/2020 07:09 em Notícias do Brasil

“Sobre o crime de estupro, então, destaco que minha posição sempre foi bastante severa contra estupradores, e acho inclusive que suas penas são brandas demais em nosso país”. Esse é o posicionamento do economista Rodrigo Constantino, colunista da Revista Oeste, em relação ao crime que tem sido destaque na imprensa nos últimos dias. Apesar de tal afirmação publicada em 5 de novembro no portal da Gazeta do Povo, em que defende maior rigor na hora de punir um estuprador, ele se tornou o mais novo alvo do movimento Sleeping Giants Brasil.

Veja também: Milícia anônima persegue anunciantes para tentar fechar a Gazeta do Povo

Desde a última semana, o perfil do Sleeping Giants Brasil no Twitter tem pressionado anunciantes da Gazeta do Povo. Em total desconexão com o pensamento exposto pelo próprio colunista (conforme destacado acima), o projeto virtual o acusa de ser alguém que “não responsabiliza o agressor e culpa a vítima de estupro”. Por meio de postagens diárias, o movimento deixa claro o objetivo da vez: fazer com que o veículo de comunicação perca publicidade (uma de suas principais fontes de receita) enquanto mantiver Constantino como colaborador.

fake news espalhada pela turma do Sleeping Giants Brasil — sim, fake news, pois Constantino já explicou que não culpa a vítima de estupro — tem alcançado seus objetivos. Pressionadas por acreditar que suas marcas estariam atreladas a ato tão repugnante, como a normalização do estupro, ao menos 19 empresas declararam que tiraram (ou estão pensando em tirar) seus anúncios da Gazeta do Povo. Na lista, estão companhias como O Boticário, Outback, Arezzo, Credicard, Petz, Oreo e Lojas Renner.

 

Até o momento, a lista de empresas que caíram na fake news espalhada pelo Sleeping Giants Brasil contra Rodrigo Constantino e a Gazeta do Povo conta com os seguintes nomes:

  1. SumUp
  2. O Boticário
  3. Heinz
  4. Outback
  5. Loft
  6. Arezzo
  7. Credicard
  8. Livelo
  9. AlegraFoods
  10. Méliuz
  11. MadeiraMadeira
  12. Quem disse, berenice
  13. Escola Conquer
  14. Printi
  15. Lojas Renner
  16. Petz
  17. Natural da Terra
  18. Feevale
  19. Oreo

Projeto contra notícias falsas?

No ar desde maio e inspirado na versão norte-americana que leva o mesmo nome, o Sleeping Giants surgiu no Brasil com a promessa de lutar contra a disseminação de fake news e o “financiamento do discurso de ódio”. Na prática, o projeto tem promovido levantes contra o pensamento conservador. Antes do colunista Rodrigo Constantino, os alvos foram o escritor e professor Olavo de Carvalho e o site Jornal da Cidade Online, conforme alertou a Revista Oeste em reportagem publicada na edição 27. Contra os anúncios que até hoje são exibidos no artigo em que Hélio Schwartsman registra a sua torcida pela morte do presidente Jair Bolsonaro, o movimento não deu nenhum pio. Parece que o “ódio do bem” é apoiado pela página.

Contra a Constituição

Outro ponto que chama a atenção em relação ao Sleeping Giants Brasil é que, tecnicamente, trata-se de projeto que vai contra a Constituição Federal. A Carta Magna garante em seu artigo 5º, parágrafo IV, que “é livre a manifestação do pensamento”, mas “sendo vedado [proibido] o anonimato”. Com meses no ar e histórico de ações que miram somente agentes contrários ao pensamento progressista, o nome (ou os nomes) dos administradores do perfil seguem sob sigilo. O público e as marcas que estão aderindo à pressão contra conservadores não sabem, em suma, com quem estão interagindo (e obedecendo sem contestações).

Alô, Twitter

O anonimato em relação ao Sleeping Giants Brasil segue graças à direção do Twitter, que até agora não cumpriu uma decisão judicial. Em agosto, a juíza Ana Paula Caimio, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), determinou que a plataforma deveria divulgar os dados dos administradores do @slpng_giants_pt. Questionada pela Revista Oeste em setembro a respeito do não cumprimento da ordem, a equipe da rede social se limitou a dizer que não comenta “casos específicos”, mas garantiu cooperar “com as autoridades competentes em observância à legislação brasileira” — legislação essa que proíbe o anonimato, como o caso do perfil do Sleeping Giants Brasil.

 

Fonte: revistaoeste.com

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