Cristãos egípcios se queixam de abandono do governo
10/04/2017 19:22 em Religião

Cristãos do Egito choraram e demonstraram indignação nesta segunda-feira enquanto retiravam os corpos de familiares e amigos mortos em duas explosões de bombas em igrejas

No necrotério do hospital da Universidade de Tanta, famílias desesperadas tentavam entrar para procurar seus parentes mortos. Forças de segurança contiveram os familiares para evitar a superlotação, o que enfureceu a multidão.

“Por que vocês estão nos impedindo de entrar agora? Onde vocês estavam quando tudo isso aconteceu?”, gritou uma mulher que buscava um familiar. Algumas pessoas pareciam em estado de choque. Outras choravam abertamente e algumas mulheres estavam em prantos.

Um homem de meia-idade que acabava de sair do necrotério depois de ver seu irmão morto chorava com o rosto entre as mãos. Ele xingou as forças de segurança, aos gritos, enquanto a família tentava acalmá-lo.

Horas depois do ataque, Kerols Paheg e outros jovens cristãos coptas já estavam cavando túmulos no subsolo da devastada igreja de São Jorge da cidade do norte do Delta do Nilo, onde a primeira das bombas explodiu e matou 27 pessoas e feriu cerca de oitenta.

Ele mostrou fotos da barbárie em seu celular: restos humanos, sangue e vidro estilhaçado espalhados pelo chão da igreja em um dos dias mais sagrados do calendário cristão. “Hoje deveria ser um dia de festividades”, disse.

De agora em diante, os próprios cristãos terão de proteger suas igrejas, em vez de contar com a polícia, “porque o que está acontecendo é demais. É inaceitável”, disse.

Horas depois da detonação em Tanta, a segunda bomba explodiu na entrada da igreja de São Marcos, em Alexandria, a sede histórica do papa copta, e matou dezessete pessoas, entre eles três policiais, e deixou 48 feridos.

Fonte/imagem - Veja.com

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